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Laudo indica vestígios de pólvora na mão direita de Walmor Chagas


FOLHA


Um laudo provisório do exame residuográfico indicou vestígios de pólvora na mão direita do ator Walmor Chagas, encontrado morto na última sexta-feira (18), em Guaratinguetá (a 187 km de São Paulo). O resultado comprova, em tese, a hipótese de suicídio.

O mesmo exame foi realizado nas mãos do caseiro e foi descartada pela polícia qualquer hipótese de envolvimento dele na morte do artista.

De acordo com o delegado do 2° Distrito Policial de Guaratinguetá, Antonio Luiz Marcelino, o inquérito deve ser concluído em 30 dias e terá como principais fontes de informação os laudos do exame residuográfico do Instituto de Criminalística, para identificar vestígios de pólvora, e da necropsia, realizada pelo IML.

Segundo informações do boletim de ocorrência, disponibilizado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o corpo de Chagas foi encontrado pelo funcionário por volta das 17h, que chamou a Polícia Militar.

De acordo com o delegado, o corpo de Walmor foi encontrado sentado em uma cadeira, que estava reclinada, apoiada em uma parede, em um cômodo semelhante a um quarto de descanso, com livros, televisão e aparelho de DVD. Ele tinha um revólver calibre 38 no colo e estava com as duas mãos sobre ele. Também foram apreendidos o aparelho celular da vítima e munições da arma, que passarão por perícia.


CARREIRA

Nascido em Alegrete, interior do Rio Grande do Sul, Walmor Chagas estreou com uma pequena participação num episódio do "Grande Teatro Tupi", da TV Tupi, em 1953. No cinema, estreou em 1965, em "São Paulo S.A.", de Luís Sérgio Person. Um de seus últimos papéis foi vivido no filme "Cara ou Coroa" (2012), de Ugo Giorgetti. Em 2008, foi premiado pelo conjunto de sua obra cinematográfica no Festival de Gramado.

Na TV, participou de novelas como "A Favorita" (2008), "Pé na Jaca" (2006), "Esperança" (2002), "Selva de Pedra" (1986) e "Vereda Tropical" (1984), na Globo, e "Caminhos do Coração" (2007), na Record.

Walmor Chagas foi uma das estrelas do TBC, o Teatro Brasileiro de Comédia --uma das referências de arte dramática no país nos anos 50 e 60--, ao lado de Cacilda Becker (1921-1969), com quem se casou e teve uma filha, a cantora Maria Clara Becker, adotada pelo casal em 1964. Em março deste ano, o ator seria homenageado pelos 64 anos de teatro na cerimônia do Prêmio Shell, no Rio.

Em 2011, em entrevista à série "Grandes Atores", da GloboNews, falou sobre as poucas aparições nos últimos anos e disse que passou a se sentir deslocado no circuito das artes. "É como um atleta: tem um período de auge, depois começa a decair." Disse, ainda, que um ator tem de saber a hora de sair de cena.

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