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Diretor do Gugu nega plágio e detona redator do "Domingo Legal"


NT
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Uma nova acusação de plágio está movimentando os bastidores da TV.

Redator do "Domingo Legal", Jorge Tadeu acusa o "Programa do Gugu" de plagiar seus roteiros do quadro "Lendas Urbanas", exibido na atração do SBT desde a época em que Gugu Liberato apresentava - ele mudou de emissora em 2009.

Na Record, o "Novas Lendas Urbanas" já contou com 20 episódios em 2010 e neste ano reestrearam o formato com o episódio "A Flor do Cemitério". Segundo Tadeu, trata-se de uma adaptação dele a um conto de Carlos Drummond de Andrade.

O SBT deve acionar seu departamento jurídico para cuidar do caso.

Outro lado:

Procurado pelo NaTelinha para falar sobre o assunto, Homero Salles, diretor do "Programa do Gugu", não poupou críticas a Jorge Tadeu e detonou o redator.

"O cidadão Jorge Tadeu nunca foi redator de TV... Ele teve o azar/sorte de cair um avião na casa dele (é fato) e isso fez com que ele montasse um blog sobre acidentes aéreos... Eis que um belo dia eu o chamei para comentar o acidente da Tam e ele se saiu bem no ar. Pronto, o mosquito picou. A partir desse dia ele me infernizava pedindo, suplicando, implorando para trabalhar na TV. E eu dei a ele essa oportunidade... OK, virou redator iniciante de TV", começou o diretor.

Homero continuou a história e contou como surgiu a ideia do quadro: "Quando eu tive a ideia de voltar com ’As Histórias de Pedro Malasartes’, a ideia evoluiu para ’Lendas Urbanas’. Então, chamei o Jorge e outros redatores para escrever, dei o tema e esperei o resultado, que foi catastrófico".

O diretor prosseguiu no assunto e revelou que o primeiro episódio do "Lendas Urbanas" foi escrito por ele: "Eles rescreveram umas cinco vezes até o dia que cansado disso sentei no computador e escrevi sozinho a lenda da "Mulher do Baile"... O primeiro a ir ao ar!!! O segundo também não foi escrito por ele... A partir daí eles pegaram o jeito e ele escreveu alguns episódios sozinho e ou com parceiros... Mas assinava tudo (risos)".

Homero Salles ainda destacou que o formato das "Lendas" é universal: "Vai dai que o dito cidadão escreveu um livro de Lendas e convenceu-se que é dono de um formato universal (risos)".

Ele finalizou o assunto esclarecendo: "O quadro foi criado por nós, apresentado na TV pelo Gugu e não pertence a ninguém pois as Lendas são de domínio público". Antes de se despedir no contato do NaTelinha, fez um pedido: "Peça por favor para esse ingrato ir lamber sabão (risos)".

Jorge Tadeu também foi procurado para rebater as críticas.

"O diretor do programa do Gugu falta com a verdade em suas afirmações. Em primeiro lugar ele não apresentou defesa quanto ao plágio aos meus textos. A história ’A Flor do Cemitério’, como disse nunca foi lenda urbana, eu a adaptei para tal. Portanto, ele plagiou. ’A Bruxa de Ferro’: essa história eu criei. Não há outra fonte. Eles regravaram: plágio. Apenas dois exemplos. Meus roteiros estão à disposição para mostrar isso. Escrevi 55 episódios e esse cidadão vem questionar minha capacidade?", disse ele.

O redator do "Domingo Legal" também respondeu as críticas pessoais: "Sou jornalista formado pela PUC/SP. O diretor do Gugu desconhece minha carreira".

E deu sua versão sobre como entrou no programa.

Confira na íntegra:

"Na época do acidente com o avião da TAM (1997), o Gugu viu meu e pediu para que o Homero me chamasse para participar do programa como entrevistado.

Quando cheguei na produção do Domingo Legal, eu mesmo roterizei o quadro que foi ao ar, contando apenas com a ajuda de um produtor e um editor para formatá-lo. Veja bem: eu - o convidado - roterizei o quadro que era o entrevistado.

O quadro foi bem, bateu o Fantástico e recebi o convite do Gugu para integrar a equipe do Domingo Legal. Acertei detalhes com o SBT e logo estava escrevendo o quadro "Aconteceu Comigo". Reitero: que quem pediu minha contratação foi o Gugu.

Algum tempo depois, numa reunião de pauta, foi apresentada a ideia de um quadro do tipo "histórias que o povo conta" em razão de uma matéria da revista - se não me engano - superinteressante - que falava sobre lendas urbanas. Era final de ano e fui encarregado de fazer um roteiro durante as férias. Fiz o roteiro do episódio "A Loira do Banheiro" (que foi ao ar exatamente como escrevi).

No retorno das férias o diretor do programa mostrou um rascunho - que ele chama de roteiro - um texto sem nexo, sem diálogos, que não dava nem 5 minutos de ’arte’. Pois bem. Mas ele queria que a primeira história do lendas fosse "A Loira do Cemitério" (não "A Mulher do Baile"). Refiz o pseudo-roteiro que o dito diretor escreveu e dei não só sentido à história, como criei o formato inicial do quadro. Todos os roteiros foram escritos por mim. O diretor pode ter ideias, mas não tem nem escolaridade para corrigir um texto.

Sobre "formato universal" isso só existe na cabeça de plagiadores. O formato de um quadro e os textos do roteiro estão protegidos pela Lei dos Direitos Autorais. A similaridade no roteiro já caracteriza o plágio. Imagina regravar histórias que só têm como fonte a minha pessoa!

Pelo meu conhecimento no tema, fui convidado para escrever sobre Lendas Urbanas para a Editora Planeta. O sucesso foi tal, que já escrevi o segundo livro.

Sobre ingratidão, quem já trabalhou com esse diretor sabe o que é nunca ter seu trabalho reconhecido, ter suas ideias usurpadas, e ser moralmente assediado.

Sobre o "lamber sabão", não surpreende: está dentro do esperado para uma pessoa que tem pouca educação, cultura e inteligência".
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