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"Sinto a mesma motivação de quando comecei", diz Roberto Cabrini


NT

Dono dos principais prêmios como repórter investigativo, acumulando passagens pela Globo, Band, Record e SBT, além de cobrir seis guerras internacionais, Roberto Cabrini se consolidou como um dos maiores jornalistas do país.

Atualmente, ele comemora os resultados do ”Conexão Repórter”, seu programa na emissora de Silvio Santos, onde se encontra desde 2009. Cabrini conversou com exclusividade com o repórter Breno Cunha, do NaTelinha, e contou um pouco sobre esta nova fase em sua carreira.

“A audiência é uma forma de reconhecimento, mas não é a única. Sei da importância de sermos competitivos no Ibope e estamos muito felizes com os resultados extraordinários que estamos alcançando”, disse ele sobre os números expressivos alcançados pelo jornalístico.

O jornalista também comentou sobre a repercussão que as matérias da atração vem conseguindo.

“Provocamos a criação de várias CPIs com nossas matérias, que chegaram a repercutir no NYTimes, no Le Monde, no El País e na CNN. Tenho orgulho de liderar uma equipe, talentosa unida e motivada, que mescla juventude e experiência”, falou.

Sobre as novidades do “Conexão Repórter” para 2013, ele revela mudanças no pacote gráfico, além de assuntos mais desafiadores: “Estamos com um novo pacote gráfico, novidades no cenário e pautas cada vez mais ousadas”.

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha - Quando você decidiu ser jornalista, já sabia que iria seguir essa linha investigativa?

Roberto Cabrini - Comecei com 16 anos em uma pequena emissora de rádio e em um pequeno jornal do Interior de São Paulo. Com apenas 17 anos fui contratado pela Rede Globo como o mais jovem repórter de rede da história do país justamente porque logo cedo sempre procurava de todas as formas me aprofundar em cada assunto abordado, mostrando vários ângulos, descobrindo fatos e provocando reflexões.

E isto rapidamente se tornou minha marca, além de meu estilo de perguntas sempre curtas e grossas, diretas ao ponto. Não vejo sentido em jornalismo que não seja desta forma.



NT - Tem vontade de, hoje em dia, fazer jornalismo voltado para outras áreas, como, por exemplo, a do esporte?

RC - Não vejo barreiras de cobrir qualquer assunto. O verdadeiro jornalista tem que estar preparado para tudo. Com humildade, responsabilidade, inquietação e nenhuma forma de preconceito.


NT - A que você acha que se deve o sucesso do "Conexão Repórter" atualmente, conseguindo picos de liderança e tanta repercussão nas reportagens?

RC - Nossa principal referência é a luta intransigente pelos direitos humanos. Brigamos especialmente pelos excluídos: pobres, negros, homossexuais, mulheres, crianças abandonadas, profissões segregadas, loucos, analfabetos e todos os seres humanos que tem dificuldades para se defender em um sistema muitas vezes elitista e segregacionista.

Procuramos levantar informações que gerem discussões e aperfeiçoamento da sociedade e os resultados estão aí: Quase 10 horas na liderança nos últimos 12 meses, incluindo a liderança geral de 50% das edições deste ano e a conquista de prêmios relevantes como o Troféu Imprensa de 2012 de melhor programa jornalístico.

Ainda ganhamos o Prêmio Jovem Pan de melhor programa jornalístico nos últimos dois anos (2011 e 2012) e o Prêmio Esso de telejornalismo de 2010.

NT - O programa ainda conseguiu fazer com que a Justiça brasileira se mexesse em relação a algumas pautas, não foi?

RC - Sim, provocamos a criação de várias CPIs com nossas matérias, que chegaram a repercutir no NYTimes, no Le Monde, no El País e na CNN. Tenho orgulho de liderar uma equipe, talentosa unida e motivada, que mescla juventude e experiência, a qual tive a oportunidade de montar em cada peça.

Da criação do nome do programa à sua concepção e também na escolha das pautas, sempre tive muita liberdade dentro do SBT. O “Conexão Repórter” reflete minha carreira de repórter e procura ser fiel na busca de seus caminhos.

NT - Estar com uma boa audiência muda o ânimo na busca de fazer o melhor ou, para você, uma coisa não tem necessariamente relação direta?

RC - A audiência é uma forma de reconhecimento, mas não é a única. Sei da importância de sermos competitivos no Ibope e estamos muito felizes com os resultados extraordinários que estamos alcançando.

Dito isso, é preciso lembrar que nossa prioridade sempre foi e sempre será a busca incessante de um jornalismo de qualidade. Queremos um programa que realmente acrescente na formação da consciência do cidadão comum.


NT - Quais serão as novidades do "Conexão Repórter" para este ano de 2013?

RC - Estamos com um novo pacote gráfico, novidades no cenário e pautas cada vez mais ousadas.

Na abertura da temporada 2013, por exemplo, vamos revelar a inquietante história dos meninos que vivem acorrentados.


NT - Você está feliz no SBT? E com o horário em que seu programa é exibido, está satisfeito?

RC - Está tudo ótimo.


NT - Você aceitaria novamente cobrir uma grande guerra?

RC - Sinto a mesma motivação de quando comecei na carreira, ou seja: estou pronto pra tudo.
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