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Câmera voadora da Band cai no set de 'A Fazenda', da Record

RICARDO FELTRIN
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Uma miniatura do incidente diplomático entre EUA e Irã no final de 2011, quando um avião não tripulado ("drone") dos Estados Unidos foi capturado pelos iranianos, está se reproduzindo em São Paulo. Mas, desta vez, os protagonistas são as emissoras Band e Record.

O incidente ocorreu na semana passada, quando a turma do "Pânico na Band" usou um pequeno drone para invadir o espaço aéreo de "A Fazenda", reality da concorrente transmitido de Itu (SP).

O objetivo era informar Sheila Carvalho, então participante da atração, que seu marido, Tony Salles, a havia traído com outra mulher.

Sheila, segundo a produção da Record, não sabia de nada, e ficou abalada com a revelação da equipe da Band.

Inicialmente, a Record ameaçou processar a concorrente pela invasão e por danos materiais (por supostos prejuízos ao seu programa).

Mas mudou de ideia ao descobrir que um dos caros aparelhinhos voadores usados pelo "Pânico", que podem ser equipados com câmera, caiu em sua propriedade em Itu.

Procurada, a assessoria de imprensa da Band disse que não comentará o incidente.

O avião-robô que caiu em Itu já está em poder do setor jurídico da Record, e a emissora diz que não irá devolvê-lo espontaneamente.

Se a Band quiser o equipamento de volta, terá de entrar em uma batalha jurídica contra a Record, que, aliás, pode levar tantos anos que, quando acabar, certamente o equipamento já estará obsoleto.

Os drones do exército dos EUA têm custo estimado entre US$ 180 mil a US$ 1 milhão (de R$ 421 mil a R$ 2,3 milhões), dependendo de sua capacidade militar.

A Polícia Federal brasileira usa esse tipo de aparelho no combate ao tráfico de drogas e na localização de grupos do crime organizado.

No caso do drone da Band, seu custo estimado fica entre R$ 40 mil e R$ 80 mil, segundo especialistas consultados.

Esta não é a primeira vez que o "Pânico" invade "reality" de outros canais. Em 2010, um integrante do quadro "O Impostor" se infiltrou na torcida de uma participante eliminada do "Big Brother Brasil" e conseguiu cumprimentá-la antes de Pedro Bial.

Na ocasião, Globo e Tessália, a eliminada, ameaçaram processar o "Pânico" (então na RedeTV!), mas desistiram.
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