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Jornalista consegue bloquear na Justiça verba publicitária da Rede TV!

Jornalista Berto FilhoFlávio Rico

Depois de o Sindicato dos Radialistas de São Paulo protocolar, no último dia 25, em Brasília, documento endereçado à presidente Dilma e aos ministros Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, e Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, com um relato da situação da Rede TV! e pedindo a cassação da concessão da emissora, surge agora uma outra informação nada favorável ao canal.

A Justiça bloqueou verba publicitária da Bom Brill referente ao patrocínio do programa Mega Senha, apresentado por Marcelo de Carvalho, um de seus donos, para pagar "créditos trabalhistas" do jornalista Berto Filho.

A coluna teve acesso a um texto de Berto enviado para amigos próximos, em que detalha toda a situação, inclusive, que está aberto, portanto, um precedente de jurisprudência que poderá beneficiar outros colegas que moveram ações trabalhistas contra essa empresa, Rede TV!".

Por outro lado, a Rede TV! tem dito que está "absolutamente em dia com suas obrigações trabalhistas". E reforça que a emissora já venceu uma batalha de dez anos em que foi julgada, em última instância, não sucessora das dívidas da TV Manchete.

Abaixo, o texto divulgado por Berto Filho, profissional que também teve importante passagem pela Rede Globo:

"Venho compartilhar com você este raro momento de felicidade.

12 anos depois, estou a ponto de vencer uma longa e estressante guerra judicial contra a Rede TV! que começou em 2001. Foi longe demais por causa dos infindáveis recursos protelatórios interpostos pelos advogados amestrados da TV Omega.

Ainda não estou comemorando mas estou quase com a mão na taça.

O Juiz do Trabalho da 17ª Vara do Rio de Janeiro, Dr. Leonardo Saggese Fonseca, acolheu pedido do meu advogado, dr. Marcello Peral Hamed Humar, e determinou que a BOMBRIL S/A, patrocinadora do programa "Mega-Senha", que distribui R$1.000.000,00 (um milhão de reais) aos seus participantes, retenha em meu favor o montante referente aos meus créditos trabalhistas.

É um decisão definitiva, inédita e inovadora, na medida em que, pela primeira vez, pelo menos nos processos movidos contra a Manchete-Rede TV, o crédito trabalhista é realizado através do bloqueio de verba publicitária de um anunciante (poderoso) antes que essa verba seja paga pelo anunciante à emissora por conta do patrocínio de um programa. Está aberto, portanto, um precedente de jurisprudência que poderá beneficiar outros colegas que moveram ações trabalhistas contra essa empresa.

O processo foi motivado pelo não pagamento de salários pela TV Omega no tempo em que trabalhei na Manchete e, posteriormente, na sua sucessora (TV Omega), de meados de 1998 ao final de 1999.

O incrível é que não cheguei a ser demitido (não tive baixa na carteira de trabalho) pela TV Omega, sucessora e herdeira da concessão da extinta Manchete. Em uma sucessão de manobras espertas e traiçoeiras, a TV Omega ignorou solenemente que eu era funcionário contratado com carteira assinada pela TV Manchete.

Demorou mas a Justiça está sendo feita.

Fui vítima de uma trama surreal, que pode ser contada assim : trabalhei nessa casa (Manchete e TV Omega) durante mais de 15 meses, não vi cor do salário e ainda fui acusado, por advogados da TV Omega, de não ter trabalhado lá. Para eles e para seus patrões e contratantes, eu era apenas um funcionário fantasma.... Provei que trabalhei e por isso me habilitei ao crédito.

Abraço do Berto Filho".

*Com colaboração de José Carlos Nery
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