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'Estamos com muito medo', diz Monique Evans sobre obras do metrô em sua rua

Monique Evans mostra rachaduras em sua casa provocadas por obra do metrôF5

Monique Evans, 58, se diz assustada com os transtornos que as obras do Metrô estão causando na rua Barão da Torre, em Ipanema, no Rio, onde vive há 15 anos.

As obras da Linha 4 do metrô interditaram um trecho da rua e provocaram rachaduras nas casas, segundo a modelo. A fachada de um prédio desmoronou no local, provocando pânico entre moradores. "Estou falando em nome de todos os moradores da Barão da Torre. Nós estamos com muito medo", desabafou Monique, em entrevista ao "F5".

Segundo Monique, a obra já estava em processo de finalização quando a fachada do prédio vizinho à sua casa desmoronou.

"A frente do prédio desapareceu! As janelas estão com cartaz de S.O.S. Não sei nem como os moradores do prédio ainda estão lá, eu já teria saído faz tempo. Pode desmoronar tudo!"

Segundo a ex-modelo, que há um ano guarda o carro em um estacionamento a uma quadra de sua casa por causa da obra, a rua está praticamente intransitável para pedestres. "Não tem como andar, precisa ficar desviando de tudo. Eu viajo muito e tenho que sair com mala e andar desviando quase duas quadras para poder pegar um táxi".

Em seu perfil no Twitter, Monique mostrou algumas das rachaduras que apareceram no imóvel. Segundo ela, o consórcio responsável prometeu consertar as casas de todos os moradores assim que a obra acabar, mas não deu nenhuma previsão. Ela conta que sua casa foi fotografada e que está anotando cada nova rachadura e goteira que aparece.

Há quase três meses, o "tatuzão", como é apelidada a máquina que cava o buraco do metrô, está parado no local. Monique diz se sentir enganada pelo consórcio, que não esclarece suas dúvidas.

Além de todos os problemas, ela destaca que a violência cresceu na região por causa dos tapumes e conta que já foi assaltada, com o filho, em frente ao imóvel.

"Cada dia tem mais máquinas, mais tapumes, mais coisas. Toda hora chega uns canos bizarros, gigantes... Aqui na porta de casa, quando começou a obra, os funcionários ficavam num trailer, agora já virou quase um prédio de três andares. E eles não dão previsão nenhuma. Acho que nem eles sabem o que estão fazendo", desabafa.

Monique, no entanto, não pretende deixar a casa de três dormitórios na qual vive com o filho caçula e que reformou recentemente. Ela acredita que a região não vai desvalorizar.

"Imagine se vou sair daqui! Custa uma grana essa casa. E é dificílimo ter casa em Ipanema, aliás em todo o Rio", conta. "O trânsito tem que passar por aqui de qualquer maneira, é a rua que liga Ipanema a Copacabana. Não podem interditar esse trecho, que é gigante".

OUTRO LADO

O Metrô do Rio afirmou ao "F5", por meio de sua assessoria de imprensa, que o 'tatuzão' está parado desde o dia 11 de maio porque estão sendo realizados serviços de tratamento de solo no local.

A nota ainda afirma que o consórcio responsável está monitorando os imóveis da região, que vai reparar as rachaduras e que não há risco para os moradores.

"Em uma obra deste porte, os imóveis do entorno das escavações dos túneis e estações são monitorados permanentemente. Os prédios recebem instrumentos (pinos de recalque e clinômetros) que possibilitam o acompanhamento de como as edificações se comportam antes e durante as obras. Todas as medições desta instrumentação estão dentro dos limites esperados, sem risco para as edificações. As fissuras estéticas - que atingem elementos externos da construção, como parede de tijolos, massa corrida e tinta - não apresentam riscos estruturais. Essas serão reparadas pelo Consórcio após a conclusão da escavação naquele trecho."

Outra celebridade que já teve problemas com o metrô foi o cantor Benito Di Paula, que teve sua casa no Morumbi, em São Paulo, desapropriada.
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